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BIX

555 KUBIK

Adelaide Festival of Arts Northern Lights

4. a promessa de voltar a escrever

impossível voltar a escrever sobre arquitetura sem brevemente comentar algumas das cadeiras que farei esse semestre e suas devidas importâncias. sem sombra de dúvida a mais instigante será atelier de projeto 6, onde tratarei do tema habitação de interesse social, antes conhecida como habitação popular, mas agora com um novo nome, livre, assim, dos preconceitos que a palavra popular poderia sugerir. outra cadeira que talvez venha a ser interessante é praticas urbanas 2, onde iremos trabalhar urbanismo na escala da cidade, de forma prática e legal. em conforto ambiental 2 o objetivo será a adequação do espaço para a proteção e melhor proveito da iluminação e ventilação.  o que essas cadeiras terão em comum é tão somente o assunto hype do momento, a sustentabilidade, mas é justamente esse apenas que faz desse semestre o mais interessante. correção, não apenas isso, uma série de eventos particulares fará com que nesse semestre eu tenha o contato que tanto desejei com essa arte tão sublime. assim, fica nesse primeiro momento apenas uma promessa de que em breve colocarei textos sobre o assunto.

alguns desenhos de Charles Robert Cockerell

3. o mestre sonhador que desenhava

Charles Robert Cockerell (1788-1863) foi um arquiteto inglês, também era arqueólogo e escritor, seu pai era arquiteto e teve, assim, desde cedo uma educação nessa arte. prosperou na profissão, ganhou prêmios e títulos. destacou-se como arqueólogo também ao descobrir as ruínas do Templo de Apolo Epicuro em Bassae.  e esse amor por história reflete em sua arquitetura um revival do classicismo. entre suas obras de destaque cito seus trabalhos para o Bank of England em Plymouth, Bristol, Manchester e Liverpool, alguns museus como o National Monument, o Ashmolean Museum e o Fitzwilliam Museum, não esquecendo o St. George’s Hall, mas não é sobre a arquitetura dele que quero comentar.

Cockerell era um sonhador, uma coisa que sempre podemos discutir é a quantidade de ícones ou marcos que uma cidade pode e deve ter, há um limite para isso? e se uma cidade fosse constituída apenas por fabulosas construções, saberíamos identificá-las ou lhes dar o merecido valor?  num plano utópico, nos parece ótimo, seria uma cidade perfeita com os mais diferentes tipos de construções, todas de valor, todas de grande importância. Cockerell nos fez esse favor e não apenas imaginou, colocou em papel esse sonho. o interessante resultado e a sua refinada técnica de desenho são belíssimos, mas não deixa de ser caótico também, de qualquer forma, ainda prefiro Praga (que um dia terei o prazer de comprovar quão bela cidade parece ser).

Case Study House #22. Foto de Julius Schulman, projeto de Pierre Koenig. Los Angeles, CA, USA.

Case Study House #22. Foto de Julius Schulman, projeto de Pierre Koenig. Los Angeles, CA, USA.

2. a morte e o desconhecido ilustre

como é prazeroso falar sobre a morte, poucos assuntos são tão interessantes e não pelo ato em si de morrer, mas pelo que se segue, para o protagonista seu destino não sabemos, nós que ficamos perdoamos, reconhecemos e cultuamos esse que vai. mas não vou falar sobre isso aqui e sim sobre um desconhecido ilustre, já havia visto o seu trabalho, mas sabia da sua importância? não, não sabia e assim é com muitos colaboradores, simplesmente ignoramos aqueles que nos ajudaram no progresso da nossa arte.

Julius Shulman contribuiu para a popularização da arquitetura através de suas fotos, morreu na quarta passada, dia 15, em sua casa, LA. suas fotos contam o modernismo, começou de forma tímida trabalhando para Wright, Koenig, Eames, Saarinen, Schindler, Lautner, Soriano (que projetou a casa onde Schulman morou durante décadas). sua fotografia mais famosa se intitula “Case Study House #22”, projeto de Koenig conhecido como The Stahl House, nessa imagem têm-se duas mulheres numa sala suspensa, fechada por vidro com vista panorâmica da cidade, com visual limpo e moderno, expressa bem o que foi o espírito dos arquitetos da sua época e o que foi sua fotografia, trabalhos de precisão, clareza e excelente composição.

Schulman no Flickr

a passagem do velho para o novo. poder-se-ia imaginar uma tranqüila transição entre gerações, mas não se deve fazer uma transição sem que ela não demonstre uma grau de maturidade maior. o velho perece, quase desaparece e o novo surge não apenas imponente, mas como o grau máximo da sua época, um alienígena que aterrissa no jardim e que não poderia aterrissar em outro lugar.
– eu, escrevendo para a aula de seminário sobre rearquitetura

o poder do bom uso da luz criando incríveis efeitos de perspectiva.

BIX

555 KUBIK

Adelaide Festival of Arts Northern Lights

4. a promessa de voltar a escrever

impossível voltar a escrever sobre arquitetura sem brevemente comentar algumas das cadeiras que farei esse semestre e suas devidas importâncias. sem sombra de dúvida a mais instigante será atelier de projeto 6, onde tratarei do tema habitação de interesse social, antes conhecida como habitação popular, mas agora com um novo nome, livre, assim, dos preconceitos que a palavra popular poderia sugerir. outra cadeira que talvez venha a ser interessante é praticas urbanas 2, onde iremos trabalhar urbanismo na escala da cidade, de forma prática e legal. em conforto ambiental 2 o objetivo será a adequação do espaço para a proteção e melhor proveito da iluminação e ventilação.  o que essas cadeiras terão em comum é tão somente o assunto hype do momento, a sustentabilidade, mas é justamente esse apenas que faz desse semestre o mais interessante. correção, não apenas isso, uma série de eventos particulares fará com que nesse semestre eu tenha o contato que tanto desejei com essa arte tão sublime. assim, fica nesse primeiro momento apenas uma promessa de que em breve colocarei textos sobre o assunto.

alguns desenhos de Charles Robert Cockerell

3. o mestre sonhador que desenhava

Charles Robert Cockerell (1788-1863) foi um arquiteto inglês, também era arqueólogo e escritor, seu pai era arquiteto e teve, assim, desde cedo uma educação nessa arte. prosperou na profissão, ganhou prêmios e títulos. destacou-se como arqueólogo também ao descobrir as ruínas do Templo de Apolo Epicuro em Bassae.  e esse amor por história reflete em sua arquitetura um revival do classicismo. entre suas obras de destaque cito seus trabalhos para o Bank of England em Plymouth, Bristol, Manchester e Liverpool, alguns museus como o National Monument, o Ashmolean Museum e o Fitzwilliam Museum, não esquecendo o St. George’s Hall, mas não é sobre a arquitetura dele que quero comentar.

Cockerell era um sonhador, uma coisa que sempre podemos discutir é a quantidade de ícones ou marcos que uma cidade pode e deve ter, há um limite para isso? e se uma cidade fosse constituída apenas por fabulosas construções, saberíamos identificá-las ou lhes dar o merecido valor?  num plano utópico, nos parece ótimo, seria uma cidade perfeita com os mais diferentes tipos de construções, todas de valor, todas de grande importância. Cockerell nos fez esse favor e não apenas imaginou, colocou em papel esse sonho. o interessante resultado e a sua refinada técnica de desenho são belíssimos, mas não deixa de ser caótico também, de qualquer forma, ainda prefiro Praga (que um dia terei o prazer de comprovar quão bela cidade parece ser).

Case Study House #22. Foto de Julius Schulman, projeto de Pierre Koenig. Los Angeles, CA, USA.

Case Study House #22. Foto de Julius Schulman, projeto de Pierre Koenig. Los Angeles, CA, USA.

2. a morte e o desconhecido ilustre

como é prazeroso falar sobre a morte, poucos assuntos são tão interessantes e não pelo ato em si de morrer, mas pelo que se segue, para o protagonista seu destino não sabemos, nós que ficamos perdoamos, reconhecemos e cultuamos esse que vai. mas não vou falar sobre isso aqui e sim sobre um desconhecido ilustre, já havia visto o seu trabalho, mas sabia da sua importância? não, não sabia e assim é com muitos colaboradores, simplesmente ignoramos aqueles que nos ajudaram no progresso da nossa arte.

Julius Shulman contribuiu para a popularização da arquitetura através de suas fotos, morreu na quarta passada, dia 15, em sua casa, LA. suas fotos contam o modernismo, começou de forma tímida trabalhando para Wright, Koenig, Eames, Saarinen, Schindler, Lautner, Soriano (que projetou a casa onde Schulman morou durante décadas). sua fotografia mais famosa se intitula “Case Study House #22”, projeto de Koenig conhecido como The Stahl House, nessa imagem têm-se duas mulheres numa sala suspensa, fechada por vidro com vista panorâmica da cidade, com visual limpo e moderno, expressa bem o que foi o espírito dos arquitetos da sua época e o que foi sua fotografia, trabalhos de precisão, clareza e excelente composição.

Schulman no Flickr

a passagem do velho para o novo. poder-se-ia imaginar uma tranqüila transição entre gerações, mas não se deve fazer uma transição sem que ela não demonstre uma grau de maturidade maior. o velho perece, quase desaparece e o novo surge não apenas imponente, mas como o grau máximo da sua época, um alienígena que aterrissa no jardim e que não poderia aterrissar em outro lugar.
– eu, escrevendo para a aula de seminário sobre rearquitetura

o poder do bom uso da luz criando incríveis efeitos de perspectiva.

4. a promessa de voltar a escrever
3. o mestre sonhador que desenhava
2. a morte e o desconhecido ilustre
"a passagem do velho para o novo. poder-se-ia imaginar uma tranqüila transição entre gerações, mas não se deve fazer uma transição sem que ela não demonstre uma grau de maturidade maior. o velho perece, quase desaparece e o novo surge não apenas imponente, mas como o grau máximo da sua época, um alienígena que aterrissa no jardim e que não poderia aterrissar em outro lugar."

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my name is LM, Wagner an architecture student music, photography, philosophy lover

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